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Inovação no Tiezzi: cada protocolo vira o guia do protocolo seguinte

A lei autoriza a pessoa a ir a juízo sozinha por três portas: o Juizado Especial Federal, pela Lei 10.259/2001; os Juizados Especiais Cíveis, pela Lei 9.099/1995, até vinte salários mínimos; e a Justiça do Trabalho, pelo artigo 791 da CLT. Quem tenta descobre cedo que a autorização é a parte fácil. O que trava é o sistema: qual assunto escolher na tela de cadastro, em que campo entra cada documento, o que significa a pendência que apareceu três semanas depois.

Foi desse ponto que nasceu o trabalho que o escritório passou a fazer por dentro. Cada caso atendido deixa um registro de como o protocolo foi feito naquele sistema, com as telas na ordem em que aparecem e o recorte do que precisa ser preenchido em cada uma. O registro não fica guardado para consulta de quem escreveu: ele volta como guia no caso seguinte, e é refeito quando o tribunal muda a tela.

É esse guia que chega junto da peça. Ele diz onde abrir o processo, o que digitar no filtro do assunto, o que anexar em cada campo e o que fazer quando o sistema pede algo a mais, e vai também em PDF, com a lista de documentos daquele caso e o aviso de que ninguém do escritório cobra pagamento por fora.

O que não foi conferido não entra. Quando o código de assunto de um benefício não foi verificado por alguém daqui, o guia não o sugere, e quando uma tela muda o passo sai do ar até ser refeito. Escrever que o caminho é simples seria fácil. O que sustenta o serviço é o caminho estar certo na semana em que a pessoa vai protocolar.