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CNIS: como ler o extrato de contribuições e corrigir o que está errado

O Cadastro Nacional de Informações Sociais é onde o INSS guarda os vínculos de trabalho e as contribuições de cada pessoa, e é dele que sai todo cálculo de benefício. O extrato pode ser consultado no Meu INSS, e conferi-lo antes de requerer qualquer coisa é a providência de melhor retorno em previdência, porque erro no extrato não se corrige sozinho e acompanha o benefício pelo resto da vida.

Três defeitos respondem pela maioria dos problemas. O primeiro é o vínculo ausente, quando um emprego antigo simplesmente não aparece, em geral porque a empresa não informou. O segundo é o salário de contribuição lançado a menor, que reduz a média sem alterar o tempo, e por isso passa despercebido. O terceiro são as pendências sinalizadas no próprio extrato, marcações que indicam vínculo sem data de saída, recolhimento em atraso ou divergência de informação, e que travam a análise até serem resolvidas.

A correção começa pelo caminho administrativo, com o serviço de acerto de vínculos e remunerações. Vínculo ausente se comprova com a carteira de trabalho anotada, ficha de registro, holerites, termo de rescisão, extrato do FGTS ou reclamação trabalhista com sentença. Contribuição de autônomo se comprova com as guias pagas. Havendo recusa, a discussão vai para o Juizado Especial Federal como qualquer outra.

Conferir cedo também muda decisões de planejamento. Descobrir aos sessenta e um anos que faltam dois anos de contribuição é diferente de descobrir aos cinquenta, quando ainda há tempo de resolver sem adiar a aposentadoria. O extrato é gratuito e leva minutos para ser obtido, e é o primeiro documento que pedimos em qualquer caso previdenciário.